Devaneios...

Há dias não durmo bem. 

As palavras, pelo que nutro uma reverencial paixão, têm se jogado em mim como uma torrente de concretude, combinando-se com deboche em trechos aleatórios de projetos ainda mais diferentes. Unidas em seu próprio manicômio, arrastam-me em uma camisa de força para o diagnóstico de ansiedade. Ao fechar os olhos para descansar, tudo o que vejo é a tensão das uniões dando voz e vida a personagens.

São pesadelos com pessoas fictícias em situações ainda inexistentes, uma premonição de um futuro literário que talvez nunca surja. Ainda assim, atrapalham meu sono, marcham pelos meus pensamentos em linhas perpendiculares sem qualquer sentido.

Sim, é claro, conectam-se em um único vértice: a loucura de uma cabeça que pode ser insanamente criativa. Literalmente.

E, assim, não durmo, com receio de perder o insight  perfeito, aquele que resolverá o conflito de um personagem e lhe trará  paz.

Personagens são filhos imaginários para quem só queremos o melhor. E, como mãe imaginária, não repouso enquanto suas vozes clamam.



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